Rua dos Bragas, 223: Julho 2010

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Reset da barra lateral do blogue e páginas adicionais

O fim de um ano lectivo implica a preparação de um novo ano lectivo. É assim em todas as coisas e em tudo na vida: um fim é sempre um novo começo, o fim de uma etapa e o início de uma nova.

Assim, com vista à preparação e melhoramento das funcionalidades do blogue, decidi colocar em suspenso alguns elementos constantes da barra lateral, bem como as páginas adicionais "Legislação" e "Acórdãos".

Espero ter novidades para Setembro.

Até lá desejo a todos umas ÓPTIMAS FÉRIAS!

Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Sim, há milagres...


Sim, há milagres...

mas, como no amor, é preciso acreditar neles e saber senti-los!


 

Segunda-feira, 12 de Julho de 2010

Triste realidade (e triste figura, também)

Terça-feira, 6 de Julho de 2010

Canção do Semeador


(Imagem: O Semeador, Vincent Van Gogh)

Na terra negra da vida,
Pousio do desespero,
É que o Poeta semeia
Poemas de confiança.
O Poeta é uma criança
Que devaneia.

Mas todo o semeador
Semeia contra o presente.
Semeia como vidente
A seara do futuro,
Sem saber se o chão é duro
E lhe recebe a semente.

Miguel Torga (12/08/1907 - 17/01/1995)

Sábado, 3 de Julho de 2010

Venturas e aventuras de Gunaldo de Liliputugal!

Um amigo meu prepara-se para editar em livro (com sérias probabilidades de vir a ser adaptado ao cinema, porque já tem propostas) as empolgantes venturas e aventuras de um jovem liliputuguês que muito novo saiu do seu país natal (Liliputugal, um país minúsculo de gente pequenina) atraído pelas calóricas euriguarias do país vizinho (e rival também, por sinal), onde cresceu e o fizeram importante.

Tanto cresceu e tão grande ficou, o herói desta entusiasmante quanto surpreendente estória que promete aquecer o verão 2010, e gelar (de vergonha) as gerações vindouras, tão grande ficou Gunaldo, dizia, que as camisolas do seus irmãos deixaram de lhe servir (darão ao menos para umas luvas?!) e tão importante se tornou que o hino do seu país não passa agora de uma canção de embalar que ele não canta porque nem sequer já sabe a letra (além de que seria uma vergonha para a sua reputação cantar semelhante infantilidade).

Atraído pela fama e convencido do seu valor, acedeu a comandar os exércitos do seu país natal (fez esse favor). Gunaldo bateu-se estoicamente até ao dia em que teve que enfrentar as hostes do país que o euralimentou e fez dele o gigante importante que agora é. Lá se aguentou como pôde até ao final da peleja – que perdeu – sem que ninguém pudesse acusá-lo de favorecer os seus benfeitores, dado que a pequenez dos liliputugueses os impede de observar com realismo a ficção (ou não será: a pequenez impede-os de observar sem ficção a realidade?! É qualquer coisa assim!).

O problema foi que na hora do espólio (que sempre premeia as hostes vitoriosas), para não ser levado como despojo pelos vencedores, Gunaldo renegou a sua pátria – Liliputugal – e juntou-se aos que considera verdadeiramente seus, aos seus pares, aos vencedores, porque, no seu esclarecido entender, um vencedor só pode estar de um lado que é o dos vencedores, nem que para isso tenha que ser um covarde, um desertor, um renegado, enfim, um traidor à pátria (minudências de somenos importância para essa raça de gente genética e intelectualmente mais evoluída). O culpado? O culpado foi o nobre que o armou cavaleiro sabendo que ele não era um comandante, e se o fosse não era certamente dos nossos.

Estes são os traços gerais da estória que o meu amigo vai publicar em livro. Mais não posso adiantar porque o autor e as editoras não mo permitem.

Estejam atentos. A primeira edição vai ser muito limitada, numerada e assinada pelo autor.

P.S.: Antes que perguntem vou já adiantando a resposta: Não, não tem desventuras, só mesmo venturas e aventuras, porque dos fracos não reza a História!

P.P.S.: Esta é uma estória cem porcento ficcionada, pelo que qualquer semelhança com a realidade será a mais pura e casta coincidência!
 
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