Caros amigos, caros colegas , caros leitores do blogue:
A conjugação (infeliz) de factores vários de índole pessoal, familiar e profissional, bem como a conjuntura política e social do momento no nosso país, obrigam-me a pôr um ponto final, isto é, a suspender a minha participação total, aqui no blogue Rua dos Bragas, 223 bem como na Biblioteca Virtual Estudante.
Nos próximos dias irei contactar todos os actuais colaboradores/editores do blogue, e posteriormente todos os estudantes da FDUP, no sentido de tentar encontrar alguém interessado em manter activo este endereço, ainda que para tal tenha que sacrificar e, portanto, eliminar algumas postagens que nos últimos meses têm resvalado (inconscientemente) para a contestação política, para que ninguém se sinta comprometido com a herança que lhes deixo.
Se até ao Natal não houver interessados, o blogue será definitivamente encerrado.
Aproveito para agradecer o carinho e o respeito com que todos sempre trataram este espaço e seus colaboradores em geral e a mim em particular.
Agradeço também a todos os que facilitaram a integração deste "cota" num espaço que é vocacionado preferencialmente para os mais jovens - a FDUP. Fizeram-me sentir menino outra vez. Os que de mais perto convivem comigo sabem que é do fundo do coração que o digo, não se tratando, portanto, de simples palavras de circunstância.
Estarão alguns a interrogar-se já, se irei abandonar a faculdade! É provável que sim! Tudo aponta para que sim. Há precisamente 18 anos passei por outra situação semelhante... e sobrevivi. Ironias dos destino, pois faz precisamente amanhã 18 anos que comecei uma fase nova da minha vida na cidade do Porto.
Também naquele tempo me encontrava a estudar, em Lisboa, tinha começado o primeiro período do 12.º ano, estava com uma média bastante boa do 11.º ano: 18 valores (onde se incluía a média de 19 valores a Matemática e Português), era questão de mais uns meses e podia candidatar-me, quem sabe, na época, a um curso de medicina. E todo o meu sonho se quebrou quando, por extinção do meu posto de trabalho, me vi forçado a rumar ao norte em meio do ano lectivo...
Dezoito anos passaram... e tudo se repete! Com muita coragem e determinação voltei à escola (após 14 anos) para concluir finalmente o 12.º ano. No ano da matrícula tinha eu já uma filha com oito anos e outra recém nascida. No ano seguinte nasceu o meu terceiro filho. Acreditem que foi preciso muita determinação para não desistir. E não desisti!
Só que, por motivos de alteração dos curricula, em vez de um precisei de dois anos para concluir o projecto. Fiz os exames nacionais (confesso que movido mais por um estranho sentimento de orgulho, com um pouquinho de brio pessoal à mistura, do que por qualquer interesse em prosseguir um curso superior) e obtive bons resultados.
Significa tal que entrei na FDUP com mérito próprio e lá me tenho aguentado estoicamente. Ao fim de três anos encontro-me no quarto ano, o que significa que nem lá entrei por favor nem ando por lá a passear os livros. Além disso, e mais importante que tudo, ali nasceram amizades verdadeiras que vieram trazer novo brilho e alegria à minha vida: professores e estudantes.
Só que agora, uma vez mais, 18 anos passados, extinguem-me de novo o posto de trabalho (e com ele o sonho entretanto renascido) e as escolhas são: mudar de vida ou... regressar a Lisboa! Triste sina a minha! Meandroso é este curso da minha vida!
A verdade, porém, é esta, meus amigos: Em terrenos pedregosos nascem frutos muito saborosos! E eu "Aprendo com a árvore e deixo cair as folhas secas do passado para que adubem o chão, onde as raízes preparam o futuro!"
MUITO OBRIGADO A TODOS!
Um Abraço,
Luís Paulo
A conjugação (infeliz) de factores vários de índole pessoal, familiar e profissional, bem como a conjuntura política e social do momento no nosso país, obrigam-me a pôr um ponto final, isto é, a suspender a minha participação total, aqui no blogue Rua dos Bragas, 223 bem como na Biblioteca Virtual Estudante.
Nos próximos dias irei contactar todos os actuais colaboradores/editores do blogue, e posteriormente todos os estudantes da FDUP, no sentido de tentar encontrar alguém interessado em manter activo este endereço, ainda que para tal tenha que sacrificar e, portanto, eliminar algumas postagens que nos últimos meses têm resvalado (inconscientemente) para a contestação política, para que ninguém se sinta comprometido com a herança que lhes deixo.
Se até ao Natal não houver interessados, o blogue será definitivamente encerrado.
Aproveito para agradecer o carinho e o respeito com que todos sempre trataram este espaço e seus colaboradores em geral e a mim em particular.
Agradeço também a todos os que facilitaram a integração deste "cota" num espaço que é vocacionado preferencialmente para os mais jovens - a FDUP. Fizeram-me sentir menino outra vez. Os que de mais perto convivem comigo sabem que é do fundo do coração que o digo, não se tratando, portanto, de simples palavras de circunstância.
Estarão alguns a interrogar-se já, se irei abandonar a faculdade! É provável que sim! Tudo aponta para que sim. Há precisamente 18 anos passei por outra situação semelhante... e sobrevivi. Ironias dos destino, pois faz precisamente amanhã 18 anos que comecei uma fase nova da minha vida na cidade do Porto.
Também naquele tempo me encontrava a estudar, em Lisboa, tinha começado o primeiro período do 12.º ano, estava com uma média bastante boa do 11.º ano: 18 valores (onde se incluía a média de 19 valores a Matemática e Português), era questão de mais uns meses e podia candidatar-me, quem sabe, na época, a um curso de medicina. E todo o meu sonho se quebrou quando, por extinção do meu posto de trabalho, me vi forçado a rumar ao norte em meio do ano lectivo...
Dezoito anos passaram... e tudo se repete! Com muita coragem e determinação voltei à escola (após 14 anos) para concluir finalmente o 12.º ano. No ano da matrícula tinha eu já uma filha com oito anos e outra recém nascida. No ano seguinte nasceu o meu terceiro filho. Acreditem que foi preciso muita determinação para não desistir. E não desisti!
Só que, por motivos de alteração dos curricula, em vez de um precisei de dois anos para concluir o projecto. Fiz os exames nacionais (confesso que movido mais por um estranho sentimento de orgulho, com um pouquinho de brio pessoal à mistura, do que por qualquer interesse em prosseguir um curso superior) e obtive bons resultados.
Significa tal que entrei na FDUP com mérito próprio e lá me tenho aguentado estoicamente. Ao fim de três anos encontro-me no quarto ano, o que significa que nem lá entrei por favor nem ando por lá a passear os livros. Além disso, e mais importante que tudo, ali nasceram amizades verdadeiras que vieram trazer novo brilho e alegria à minha vida: professores e estudantes.
Só que agora, uma vez mais, 18 anos passados, extinguem-me de novo o posto de trabalho (e com ele o sonho entretanto renascido) e as escolhas são: mudar de vida ou... regressar a Lisboa! Triste sina a minha! Meandroso é este curso da minha vida!
A verdade, porém, é esta, meus amigos: Em terrenos pedregosos nascem frutos muito saborosos! E eu "Aprendo com a árvore e deixo cair as folhas secas do passado para que adubem o chão, onde as raízes preparam o futuro!"
MUITO OBRIGADO A TODOS!
Um Abraço,
Luís Paulo



