Rua dos Bragas, 223: Outubro 2011

Segunda-feira, 24 de Outubro de 2011

Ponto Final!

Caros amigos, caros colegas , caros leitores do blogue:

A conjugação (infeliz) de factores vários de índole pessoal, familiar e profissional, bem como a conjuntura política e social do momento no nosso país, obrigam-me a pôr um ponto final, isto é, a suspender a minha participação total, aqui no blogue Rua dos Bragas, 223 bem como na Biblioteca Virtual Estudante.

Nos próximos dias irei contactar todos os actuais colaboradores/editores do blogue, e posteriormente todos os estudantes da FDUP, no sentido de tentar encontrar alguém interessado em manter activo este endereço, ainda que para tal tenha que sacrificar e, portanto, eliminar algumas postagens que nos últimos meses têm resvalado (inconscientemente) para a contestação política, para que ninguém se sinta comprometido com a herança que lhes deixo.

Se até ao Natal não houver interessados, o blogue será definitivamente encerrado.

Aproveito para agradecer o carinho e o respeito com que todos sempre trataram este espaço e seus colaboradores em geral e a mim em particular.

Agradeço também a todos os que facilitaram a integração deste "cota" num espaço que é vocacionado preferencialmente para os mais jovens - a FDUP. Fizeram-me sentir menino outra vez. Os que de mais perto convivem comigo sabem que é do fundo do coração que o digo, não se tratando, portanto, de simples palavras de circunstância.

Estarão alguns a interrogar-se já, se irei abandonar a faculdade! É provável que sim! Tudo aponta para que sim. Há precisamente 18 anos passei por outra situação semelhante... e sobrevivi. Ironias dos destino, pois faz precisamente amanhã 18 anos que comecei uma fase nova da minha vida na cidade do Porto.

Também naquele tempo me encontrava a estudar, em Lisboa, tinha começado o primeiro período do 12.º ano, estava com uma média bastante boa do 11.º ano: 18 valores (onde se incluía a média de 19 valores a Matemática e Português), era questão de mais uns meses e podia candidatar-me, quem sabe, na época, a um curso de medicina. E todo o meu sonho se quebrou quando, por extinção do meu posto de trabalho, me vi forçado a rumar ao norte em meio do ano lectivo...

Dezoito anos passaram... e tudo se repete! Com muita coragem e determinação voltei à escola (após 14 anos) para concluir finalmente o 12.º ano. No ano da matrícula tinha eu já uma filha com oito anos e outra recém nascida. No ano seguinte nasceu o meu terceiro filho. Acreditem que foi preciso muita determinação para não desistir. E não desisti!

Só que, por motivos de alteração dos curricula, em vez de um precisei de dois anos para concluir o projecto. Fiz os exames nacionais (confesso que movido mais por um estranho sentimento de orgulho, com um pouquinho de brio pessoal à mistura, do que por qualquer interesse em prosseguir um curso superior) e obtive bons resultados.

Significa tal que entrei na FDUP com mérito próprio e lá me tenho aguentado estoicamente. Ao fim de três anos encontro-me no quarto ano, o que significa que nem lá entrei por favor nem ando por lá a passear os livros. Além disso, e mais importante que tudo, ali nasceram amizades verdadeiras que vieram trazer novo brilho e alegria à minha vida: professores e estudantes.

Só que agora, uma vez mais, 18 anos passados, extinguem-me de novo o posto de trabalho (e com ele o sonho entretanto renascido) e as escolhas são: mudar de vida ou... regressar a Lisboa! Triste sina a minha! Meandroso é este curso da minha vida!

A verdade, porém, é esta, meus amigos: Em terrenos pedregosos nascem frutos muito saborosos! E eu "Aprendo com a árvore e deixo cair as folhas secas do passado para que adubem o chão, onde as raízes preparam o futuro!"

MUITO OBRIGADO A TODOS!

Um Abraço,
Luís Paulo

Domingo, 23 de Outubro de 2011

A Natureza Humana sem Máscaras (vídeo chocante ajudará a compreender a insensibilidade dalguns Governantes no tratamento que dão aos seus Governados)


Ver notícia AQUI!

Terça-feira, 18 de Outubro de 2011

O ministro das finanças garante que vai acabar com sacrifícios como este, em Portugal, até ao final de 2012! Vejam...

Segunda-feira, 17 de Outubro de 2011

divide et impera


Dividir para Reinar!


Este é o princípio básico das políticas ditatoriais...

"Os bufos e os engraxadores irão pulular como gafanhotos por todos os estratos da sociedade e, como uma praga em seara madura, a breve prazo haverão de destruir a nossa tenra e frágil Democracia."
dixit

Sábado, 15 de Outubro de 2011

Parvo & Gosmas, Lda

Um, Parvo, apela descaradamente à Autarcia. Num nacionalismo bacoco, o Parvo exorta os portugueses a consumirem exclusivamente produtos nacionais, ainda que sejam um pouco mais caros que os importados. Um sentimento assim, se for espontâneo, íntimo, pessoal, voluntário, é aceitável e recomendável a todo o cidadão responsável, mas um apelo desses e nesses termos é desastroso, malicioso e irresponsável.

Porquê? Porque esquece-se, o Parvo, ou não o quer lembrar, que a Economia Portuguesa depende das Exportações, o que significa que, se os países vizinhos, em resposta ao apelo no nosso Parvo, fizerem apelo semelhante aos seus consumidores está-se mesmo a ver qual a consequência disso no nosso país: em poucos meses estaremos a comer pedregulhos ao preço do ouro.

Por outro lado, não escuto uma palavra desse mesmo Parvo a exortar os investidores bolsistas, os capitalistas seus comparsas, a investirem exclusivamente em empresas nacionais. Porque será?!

Outros, Gosmas, roubam descarada e despudoradamente dinheiro do bolso aos portuguesitos, impotentes para se defenderem.

Esquecem-se, os Gosmas, ou não o querem lembrar, que é o consumo que dinamiza a economia; e que não há consumo sem dinheiro; e que não há dinheiro sem consumo; e que não há economia saudável sem dinheiro e sem consumo.

Por outro lado, esses mesmos Gosmas, retiram incentivos aos pobres para aquisição ou manutenção de casa própria e atribuem esses incentivos aos ricos para que aluguem essas mesmas casas àqueles mesmos que tiveram que as entregar aos Bancos por não conseguirem suportar as mensalidades do crédito bancário.

Em sintonia, claro, os Bancos, que fazem parte do clube dos ricos, dos favorecidos pelas políticas de direita ultraliberais, negam-se a renegociar os créditos com os pobres, estes mesmos pobres que lhes encheram a pança, a esses mesmos Bancos, durante anos a fio - quando os imóveis eram vendidos ao triplo ou quádruplo do preço que valiam propositadamente para os créditos serem bem volumosos de modo a comerem à tripa forra banqueiros e construtores - accionam-lhes as hipotecas por incumprimento e de seguida vendem o mesmo imóvel a um rico, daqueles que têm muitas garantias para dar aos Bancos, a crédito e, claro, em condições de financiamento muito mais vantajosas do que as que negaram aos pobretanas. A estes resta-lhes esperança de conseguirem arrendar o imóvel perdido por um valor igual ao que pagavam antes ao Banco, com a vantagem de poderem abandoná-lo sem chatices quando não puderem pagar as rendas.

Esta política não é desconcertada, como à primeira vista pode parecer. Não, bem pelo contrário. Ela está em perfeita sintonia com as novas regras laborais ultraliberais e a flexisegurança.

Sim, claro, trata-se de políticas concertadas, e bem. Se não vejamos. Como é que se vai convencer um casal de trabalhadores fabris, ou funcionários públicos, que não perdem nada em largar o seu posto de trabalho em Santa Maria da Feira, Braga ou Bragança e fazerem as malas rumo a Alenquer, Ourique ou Portimão para um novo emprego, se esses trabalhadores tiverem adquirido casa própria para morar? Não se consegue.

Já se o incentivo for o do arrendamento, aí sim, já será uma política mais consentânea com a das novas regras laborais ultraliberais e a flexisegurança. Imbuídos deste espírito, os mesmos trabalhadores, que em vez de casa própria têm casa arrendada, correm o país de norte a sul uma vez por ano, com as trouxas às costas, como os saltimbancos, e sempre felizes da vida.

São assim os portugueses: POBRES MAS FELIZES!

Segunda-feira, 3 de Outubro de 2011

Pascha aeternam, 1.ª sinfonia em lá bemol maior! Música de Samuel Quinto e Letra de André Lamas Leite

Depois da poesia, o nosso estimado amigo e professor de Direito Penal, Doutor André Lamas Leite, apresenta-nos uma nova faceta artística, agora no campo musical.

É com muita satisfação que registo e divulgo aqui a sua participação, em co-autoria, na letra para a "1.ª sinfonia em lá bemol maior, de Samuel Quinto, intitulada "Pascha aeternam", em quatro movimentos e que, tal como o título inculca, visa ser um "retrato" vivo dos principais momentos daquele que é um das maiores segredos da História: a paixão e a morte de Cristo."









MUITOS PARABÉNS!
 
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