domingo, 30 de novembro de 2008

Importância do Debate! Compreender para Explicar...

Tenho andado a pensar nos últimos dias: estamos a menos de um mês das férias do primeiro "semestre" (assim se subdivide o ano académico) e na verdade, tendo as aulas começado a sério no final da primeira semana do início do ano lectivo - dia 19 de Setembro, portanto - contamos apenas com três meses de aulas (e não seis, ao contrário do que a dita designação sugere), posto o que ficamos por nossa conta e risco até ao dia dos exames de Janeiro.

Não sei o que se passa nos outros cursos mas no curso de Direito são milhares de páginas de dezenas de livros de doutrina, cada um a rondar as seiscentas/setecentas páginas, mais os códigos e outra legislação bem como acórdãos e pesquisas da Internet.

Tudo isto envolve um esforço sobre-humano por parte dos alunos porque não basta ler e entender o que se lê; o mais importante e difícil é Compreender pois Compreender é Explicar e para explicar é preciso saber relacionar todas as matérias, comparar as doutrinas divergentes, saber as que mais influenciam os técnicos.

Ora uma das formas mais fáceis, no meu humilde entender, para se conseguir este desiderato, é falar sobre as matérias, discuti-las. E o que eu tenho observado é espantoso:

Nas aulas os alunos não falam, parece que temem os professores, têm vergonha de errar, como se fosse um desprestígio um aluno que entrou na Faculdade de Direito da Universidade do Porto com 18 ou 19 valores e tal proferir uma observação errada ou perguntar algo que aparentemente todos sabem e que portanto será ridículo ele perguntar.

Também observei algumas vezes alunos a decorar lenga-lengas intermináveis com uma devoção fervorosa e quando eu perguntava se estavam a preparar a exposição oral para a aula de História do Direito recebia como resposta que não, que se tratava de algo mais sério, tratava-se das lenga-lengas que tinham que rezar nas sessões de Praxe. (não posso pronunciar-me do conteúdo porque não vi nem tão pouco estou a criticar a comissão de Praxe nem nada que se pareça - nessa matéria não me meto). O que acho espantoso é que os alunos não partilhem com o mesmo fervor as matéria do curso como o fazem com as lenga-lengas impostas pela comissão de Praxe.

Nos Blogues que se lêem por aí, salvo raras excepções, não se vêm ideias próprias, vêm-se reproduções de notícias que todos os órgãos de comunicação social reproduzem e que não trazem nada de novo. Ou então limitam-se a criticar gratuitamente as políticas vigentes pois que é fácil dar vergastadas nas costas de um trabalhador quando este está vergado a executar o seu trabalho e com as costas expostas ao vicioso. Pegar na ferramenta e trabalhar, é que é duro.

Eu costumo dar como exemplo as anedotas:

Quando nos contam uma anedota que nos faz rebolar a rir (LOL/ROTFL), a tendência que temos é contá-la logo a seguir, e contamo-la tantas vezes que nunca mais nos esquecemos dela, nem que passem cinquenta anos.

No entanto, se essa anedota não for reproduzida (ou por falta de assistência ou por falta de jeito ou simplesmente por vergonha/timidez) o que acontece é que, um dia, ocorrendo a oportunidade certa para a contarmos, pois calha em contexto e serviria na perfeição para ilustrar uma conversa, acontece que não nos lembramos dela. E isso acontece porquê? Porque não a contámos logo que a ouvimos. Esqueceu. Apagou-se. Restam vagos fragmentos!...

O mesmo acontece com as matérias de estudo. Se os alunos criassem o bom hábito de conversar nas horas livres sobre as matérias seguramente as memorizavam e consolidavam os seus conhecimentos. Mais, partilhando ideias, e ate porque as doutrinas são várias, como disse e todos sabem, enquanto um anda a ler um livro correspondente a uma determinada doutrina seria interessante discutir com um colega que por acaso anda a ler outro de doutrina contrária.

Enfim. Fica a minha preocupação.

Como é hábito haver sempre interpretações diversas sobre o que se lê, acrescento que este texto não sendo livre de críticas, tem como único objectivo alertar os meus prezados colegas para a importância do debate na consolidação de conhecimentos. É óbvio que esse debate deve ser sempre fundamentado pois que o debate não fundamentado é puro desperdício de energias.

O objectivo último (e primeiro também) deste texto é o de revelar a Importância do Debate Fundamentado. Para tal é necessário Compreender para Explicar!

Pensem nisso.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Biblioteca Virtual - Ficha de trabalho de Introdução ao Direito I

Foi adicionado à Biblioteca virtual uma ficha de trabalho de Introdução ao Direito I.

Por insuficiência de exemplares para todos os alunos, decidi deixar o que me foi confiado na reprografia da FDUP, e tirei uma fotocópia para mim que acabei de reproduzir e aqui disponibilizo para os interessados.

Atendendo a que nem todos estejam ainda familiarizados com a Biblioteca virtual do Blogue ficará disponível, excepcionalmente, um link do ficheiro bastando clicar nele para obter a ficha de trabalho.

Como a ficha de trabalho se destina a ser trabalhada na aula prática de Introdução ao Direito da próxima quinta-feira (dia 27 de Novembro de 2007) o referido link só estará activo até ao final desse dia posto o que, a partir de então, terão que ser efectuados os procedimentos normais, ou seja, deverão procurá-la na e só na Biblioteca virtual, na localização e com a designação que passo a indicar:

Biblioteca > Ano 1 > Introdução ao Direito I > Fichas de Trabalho

domingo, 23 de novembro de 2008

Biblioteca Virtual - Novas entradas

Foram adicionados à nossa Biblioteca virtual dois novos documentos com as designações e localização que passamos a indicar:

Biblioteca > Ano 1 > Introdução ao Direito I

Nota Bene: A utilização destes documentos não dispensa a consulta dos originais disponibilizados em sede própria.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

O Dia, o Pleno! Um dia em PLENO!...

Hoje foi mais um daqueles dias verdadeiramente plenos. Pleno de trabalho, pleno de actividade, pleno de emoção, pleno de novidades, pleno de coisas novas, pleno de ansiedade, pleno de nervoso miudinho, pleno de surpresas, pleno de alegria, pleno de equívocos, pleno de embaraços, pleno de coincidências, pleno de esclarecimentos, pleno de tristeza (a minha filhota Leonor está doente), pleno de carinho, pleno de amizade, pleno de sol, pleno de ternura, pleno de solidariedade, pleno de companheirismo, pleno de simpatia, pleno de algazarra (aquela segunda parte da primeira hora da aula prática de Introdução ao Direito foi para esquecer), pleno de planos, pleno…

Aos meus estimados jovens colegas de curso devo, e como tal agradeço aqui publicamente, este maravilhoso dia… em PLENO!

P.S.: À Tânia Figueiredo, que hoje apresentou comigo o trabalho de História do Direito, uma palavra especial de agradecimento pela sua paciência e estoicismo.

Helena! Welcome to the club!...

Nada melhor para terminar um dia esgotante, exaustivo, do que uma agradável surpresa. A nossa colega Helena Macedo decidiu integrar a família "desta casa". É mais uma mente criativa a contribuir para o engrandecimento "desta casa".

E como foi referido anteriormente, cá vai a frase da Praxe para a nossa serena Helena:

Sê bem vinda, Helena! Ilumina a tua mente! Abre o teu coração! Liberta a tua vontade!

Just be YOU!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

No meio de tantos… ninguém dá pela minha falta!...

Quando andava no liceu, na minha “primeira fase de estudante” – há imensos anos, portanto – tive como professor de Português um padre: o Padre Luís.

Tratava-se de um professor muito exigente e muito completo. Contava-nos muitas histórias que parecia não terem nada a ver com a matéria que estava a ser leccionada mas que produziam os seus efeitos (talvez não em todos os alunos – ou pelo menos não conscientemente – mas em mim produziam, e muitos). Uma dessas histórias podem lê-la, mutatis mutandis, no meu Blogue Eclectíssimo com o título A janela do Hospital… e foi lá publicada dentro de um determinado contexto à data (na verdade nunca escrevo por escrever, só o faço quando realmente algo me impele para tal. Hoje é mais um desses dias).

A história que hoje aqui trago, contada pelo Padre Luís, long time ago, acorreu à minha memória no início de uma aula em que o professor da cadeira que conta com cerca de cento e sessenta alunos inscritos olha para o anfiteatro e diz, convicto, dirigindo-se aos cerca de trinta alunos ali presentes, após cordial saudação: – Bom, parece que o meu relógio está um pouco adiantado!...

Posto o intróito, eis a história:

«Há muito, muito tempo numa aldeia do interior do país onde era praticada agricultura de subsistência e onde todos os habitantes eram proprietários de imensos vinhedos e produtores de saborosíssimo vinho, havia um padre que era muito querido pelos seus paroquianos precisamente porque, para combater o ócio, os ajudava nas tarefas agrícolas entre as quais se contava a vindima e a pisa do vinho.

»Ora, acontece que o padre era o único habitante daquela aldeia que não tinha vinho pelo que tinha que o comprar aos produtores. Claro que havia sempre quem lhe desse um garrafão de vinho como prémio pela sua bondade.

»Um dia um jovem lá da aldeia sugeriu que se todos dessem um garrafão de vinho ao Sr. Padre e o reunissem numa pipa, o padre ficaria contente e bem servido ao passo que os agricultores nada sentiriam nas suas abundantes adegas.

»A ideia foi aceite e aplaudida com entusiasmo por toda a aldeia. Reuniram-se em assembleia para combinarem a forma e o dia em que procederiam à recolha do vinho para o Sr. Padre. Se o dia não interessa aqui para a história já o método nos interessa o seu bastante.

»Seria colocada em cima de um carro de bois que percorreria todas as ruas, caminhos e carreiros da paróquia, uma pipa suficientemente grande para recolher um garrafão de vinho de cada produtor; na pipa seria colocado um enorme funil para que o vinho se não entornasse já que era um bem precioso; ao chegar à porta de cada um, o proprietário subiria à carroça, ergueria o seu garrafão e virá-lo-ia para o funil posto o que regressaria ao solo engrossando a comitiva que acompanharia o cortejo até ao final da “empreitada”.

»Chegado o grande dia a aldeia estava em festa. Tinha sido escolhida a melhor parelha de bois lá da aldeia e a carroça estava toda engalanada. Começou o cortejo. A carroça nem chega a arrancar e já o primeiro garrafão de vinho era despejado no interior da pipa. Era o garrafão do proprietário dos bois e da carroça, o maioral lá da aldeia.

»Só que o dito maioral, que já fizera despesa com os bois e com a carroça, pensou que acrescentar a essa despesa um garrafão de vinho era um “luxo” demasiado oneroso. Numa pipa de vinho tão grande um garrafão de água não iria notar-se. O funil era enorme, era só virar o garrafão com bastante vigor para o fundo do funil, o gorgolejar do líquido não tem cor… ninguém iria dar por nada!... Se bem o pensou melhor o fez, lá foi um garrafãozinho de água para o “mar” de vinho…

»O vizinho do lado que estudara pela mesma cartilha procedeu da mesma forma… e outro e mais outro e outro ainda; saltava-se um aqui, outro acolá – que eram raras pessoas honestas e gente de bem e consciência sempre limpa – e verdadeiro vinho (e do bom) corria pelas paredes do enorme funil o qual, sendo de metal, corria o risco de enferrujar-se após esta serventia; mas logo era retomado o vício e o mau pensamento que se repetia por ruas inteiras como que contaminados por um mesmo vírus da avareza que ia deixando as fontes mais pobres.

»Chegam os bois à abadia e com eles o vinho para o Sr. Padre. A euforia era agora grande pois que a turba se tinha avolumado à medida que cumpria a sua “piedosa missão”.

»Vem o Sr. Padre à porta certificar-se que alarido era aquele, quase desmaiando de emoção com tão generosa manifestação de solidariedade por parte dos seus paroquianos. Pedem-lhe um copo ao que ele correu a buscá-lo já com o gorgomilo a dar a dar com a sede que aquela celestial visão lhe provocara.

»Vem o padre, vem o copo e vem… a água!!!! A água, Deus do céu, da pipa de vinho saía água, tingida de vinho, é certo, mas não deixava de ser água!!!!!... Água!»

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Aos Meus FILHOS!... No São Martinho!

Hoje é dia de S. Martinho e lembrei-me de colocar aqui uma referência a essa data tão querida dos portugueses.

Ora, nada melhor para tal do que fazê-lo com um presente de alguém que nos é muito querido. Refiro-me à minha filha mais velha, a Liliana, que no ano passado me presenteou com um belíssimo poema em formato de acróstico que colocou no meu Blogue Eclectíssimo.

Ocorreu-me esta "brincadeira" pensando que talvez fosse engraçado a Liliana, daqui a sete anos aproximadamente, poder vir a substituir o pai na co-autoria deste Blogue. Se optar pelo curso de Direito, na FDUP, terá além dos meus livros esta belíssima memória.

Faz hoje um ano, portanto, que a Liliana dedicou ao pai o poema em si; hoje é o pai que lhe dedica a ela e aos irmãos (a Leonor de três anos e o Leonardo de dezassete mesinhos) a transposição do poema para este espaço.

A todos os "moradores" desta "casa" (leia-se FDUP), sensu latissimo, votos de um excelente São Martinho.


Cortadas e assadas com sal
Assim se devem comer
Sempre quentinhas, a ferver
Temperadas e embrulhadas em jornal;
Acompanhadas com vinho
Ninguém passa sem elas
Hoje no São Martinho
Ao luar ou à luz das velas.
São castanhas, são castanhas pois então!

Dedico este acróstico ao meu Papá (L.P.) com muito carinho,

Liliana Almeida
(10 anos)
11/NOV/2007

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Biblioteca Virtual - Trabalhos dos Alunos

Tal como foi anunciado, sempre que novos documentos vão sendo adicionados à Biblioteca Virtual do Blogue, deles daremos conta em Post apropriado. É este o caso. Na pasta de Direito Internacional Público foi criada uma nova Pasta denominada Trabalhos dos Alunos e nela foi colocado um trabalho de grupo do qual eu sou colaborador.

É claro que o Blogue está à inteira disposição para publicar todos os trabalhos que nos sejam enviados. Aproveito também para lembrar que o Blogue aceita colaboradores/co-autores que manifestem a sua intenção.

Como este trabalho é composto por dois elementos/ficheiros eles foram compactados em um único ficheiro de formato ZIP (com recurso ao programa 7-Zip, gratuito) por razões práticas.

Além destes dois elementos, faz parte do trabalho o Video que foi publicado aqui no passado dia 30 de Outubro (dia em que devia ter sido apresentado o trabalho).

Remeto para a leitura do Post que anuncia A Nossa Biblioteca para esclarecimento sobre a melhor forma de pesquisar os materiais constantes na Biblioteca.

A localização do ficheiro com o trabalho terá a seguinte localização e nome:

Biblioteca > Ano 1 > Direito Internacional Público > Trabalhos dos Alunos


(Trata-se de tentar responder à questão "É possível a consolidação de um costume que proíba a captura das Baleias para fins estritamente comerciais?")

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Os Cegos e o Elefante!

Sempre que oiço alguém fazer considerações valorativas a respeito de terceiros, muitas vezes sem terem um conhecimento profundo dessa pessoa, costumo recorrer a uma conhecida fábula (ou lenda, talvez seja mais correcto chamar-lhe assim) para lhes mostrar o quanto estão a ser injustas. Trata-se da lenda (decididamente, vou chamar-lhe lenda) Dos Cegos e do Elefante.

Claro que utilizo sempre a fórmula abreviada, isto é, falo apenas do cego que apalpa o rabo do elefante e, tomando erradamente o todo pela parte, julga que o “possante e enorme animal” se resume àquela “inútil e pequena corda macia”.

Curiosamente encontrei recentemente essa lenda em alguns Blogues com um sentido final – vulgo Moral da história – bem diferente do que eu lhe costumo atribuir. E, mais curioso ainda, é que se pode utilizar para ilustrar o espírito de partilha, cooperação e colaboração que eu tenho vindo a apregoar.

Vou transcreve-la na fórmula completa e cada um lhe dará a interpretação que entender.

Reza a lenda (mais ou menos) assim:

"Era uma vez seis amigos, todos cegos, que moravam na Índia, terra dos maiores animais da Terra: os elefantes.

Naturalmente, não tinham a menor ideia de como era um elefante. Um dia, estavam sentados a conversar quando escutaram um urro.

– Acho que está passando um elefante pela rua – disse um deles. – É a nossa oportunidade de descobrir que tipo de criatura é esse tal de elefante. – E foram todos para a rua.

O primeiro cego esticou o braço, tocou na orelha do elefante e pensou: – "Ah! O elefante é uma coisa áspera, ondulada. É como um leque."

O segundo cego pegou na tromba e concluiu: – "Agora entendo. O elefante é uma coisa comprida e redonda. É como uma cobra gigante."

O terceiro cego agarrou-se a uma perna do elefante e certificou-se: – "Eu jamais iria adivinhar! O elefante é alto e forte, como uma árvore."

O quarto cego pegou o lado da barriga do elefante dizendo para si mesmo: – "Agora eu sei. O elefante é largo e liso como uma parede."

O quinto cego passou a sua mão por uma das presas do animal, assustando-se: – "O elefante é um animal duro e pontiagudo como uma lança."

O sexto cego pegou no rabo do elefante e decepcionou-se: "Ora, ora! Mas esse tal de elefante é apenas uma coisinha como uma cordinha fina!"


Posto isto sentaram-se juntos novamente, para falar sobre o elefante.

–Ele é áspero e ondulado, como um leque! – disse o primeiro.

– Nada disso; é comprido, como uma cobra – disse o segundo.

– Não digas asneiras! – riu o terceiro. – Ele é alto e firme, como uma árvore.

– Ah, nada disso – disse o quarto. – Ele é largo e liso, como uma parede.

– Duro e pontiagudo, como uma lança! – gritou o quinto.

– Fininho e comprido, como uma cordinha! – esganiçou-se o sexto.

Então começaram todos discutir com exaltação, à beira da violência física. Cada um insistia que tinha razão. Afinal, não tinham tocado com as suas próprias mãos o corpo do animal?!

O dono do elefante ouviu a gritaria e decidiu ver que confusão era aquela.

– Cada um de vós está correcto no que afirma, segundo o que vos foi dado conhecer; mas cada um de vós está igualmente errado – disse ele. E continuou, sentenciando: – Um homem sozinho não consegue saber toda a verdade, só uma pequena parte dela. Porém, se trabalharmos juntos, cada um contribuindo com a sua parte para a formação do todo, aí sim poderemos obter sabedoria.”

Cá está, uma perspectiva diferente, mas válida também… e haverá mais, certamente!...

Post Scriptum: No preciso momento que me preparava para publicar este texto, fiz uma pesquisa no Google e... espanto o meu… descubro que existe uma edição da Editora Pergaminho com o mesmo título que atribuo a este Post e que tem como sub título “Manual de Trabalho em Equipa”.

Ele há coisas!…

terça-feira, 4 de novembro de 2008

É possível conceber Justiça sem Amor?!

Depois de ter feito um pequeno comentário ao Post da Catarina Mentes perigosas…, por estúpido que posssa parecer, fiquei a pensar:

É possível conceber Justiça sem Amor?!

domingo, 2 de novembro de 2008

Mentes perigosas...

(Aqui estou eu – talvez tarde, mas empenhada – na minha primeira participação como co-autora deste blog. Para quem não gostar, faço já saber que se aceitam todo o tipo de reclamações…)

A mente humana é, como sabemos, permeável a todo o tipo de influências, tornando-nos capazes de aprender e, consequentemente, de sobreviver como indivíduos e como espécie. Porém, há um limite que, neste processo, não deve ser ultrapassado, sob pena de pôr em risco até a humanidade que existe dentro de cada um de nós.

Falava-se, ainda há poucos dias, numa aula do curso de Direito, do nazismo. A propósito deste assunto, não será, certamente, necessário recordar ninguém dos horrores vividos por judeus, ciganos e membros de outras minorias em pleno holocausto; porém, é importante tentar perceber o que esteve na origem de tal comportamento.

Embora nos pareça (ou não) difícil de acreditar, a grande maioria dos membros das SA e das SS, seguindo o pensamento de Hitler e do seu núcleo governativo mais próximo, acreditava piamente na necessidade de purificar a raça ariana e de criar uma Grande Alemanha que vingasse as humilhações sofridas após a 1ª Grande Guerra. Para disseminar tal sentimento, foi apenas necessário apelar ao orgulho ferido dos alemães, bombardeá-los uma e outra vez com a ideologia do partido… e esperar que a mente humana fizesse o resto, absorvendo as teorias mais insustentáveis e desenvolvendo crenças que, ainda hoje, nos repugnam.

Presentemente, este processo mantém-se (embora de forma mais camuflada e restritiva), pelo que continuam a existir bombistas suicidas em nome do “bem comum” e soldados dispostos a morrer “pela Pátria”.

Não quero, com estes exemplos, ferir susceptibilidades – cada um acredita naquilo que achar melhor – mas vejo neles uma clara demonstração dos perigos e, sobretudo, da vulnerabilidade da mente humana. É bom que não nos esqueçamos que tudo o que aprendemos nos torna pessoas diferentes, mas não forçosamente melhores. Por isso, mais vale parar para pensar… e não deixar que pensem por nós.

sábado, 1 de novembro de 2008

A Nossa Biblioteca

Como tenho vindo a fazer referência desde o primeiro Post do Blogue a partilha, ínsita no sentimento de fraternidade, é um dos principais desideratos da minha relação com os outros e simultaneamente a pedra basilar de uma sociedade conscientemente activa.

Nesse sentido, decidiu "esta casa", que é, como o próprio lema indica “Portal do Conhecimento!... onde sacio a minha Ignorância”, implantar na sua estrutura uma Biblioteca virtual onde serão disponibilizados para partilha materiais que sejam considerados de interesse para a comunidade em geral e estudantil em particular e mais particularissimamente para a comunidade estudantil de Direito e mais issississimamente particular para os Fdupianos.

A dita Biblioteca encontra-se na faixa lateral esquerda do Blogue (mais acima ou mais abaixo poderá variar ao longo do tempo, já que tudo "nesta casa" é extremamente dinâmico – embora muitas vezes possa não parecer mas, como sabem, nem tudo o que parece é e vice versa) e consta de uma caixinha com pastas e ficheiros. Neste momento tem a estrutura que mais abaixo se apresenta mas, claro e mais uma vez, poderá, e vai com certeza, sofrer alterações ao longo da sua vigência.

Para facultar a pesquisa será hoje indicada a lista de todos os ficheiros já disponíveis. Futuramente cada elemento/co-autor do Blogue sempre que introduzir um ficheiro novo dele dará conta num Post especificamente criado para esse efeito.

Assim, por exemplo, se alguém pretender saber rapidamente se existe na Biblioteca do Blogue a Constituição de 1822 pode fazer uma pesquisa prévia que lhe indicará se existe ou não e, em caso afirmativo, qual a sua localização. O Blogger tem uma ferramenta própria de pesquisa interna situada no canto Superior esquerdo. No exemplo que dei escreveriam «constituição de 1822» e se ela estiver disponível na Biblioteca (e posso garantir-lhes que está) o Post que anuncia a sua entrada será exibido em primeiro plano com indicações da sua localização.

Neste caso saberiam que o ficheiro em causa está localizado aqui:

Biblioteca >Ano 1 > Direito Constitucional I

081021 Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1822

É muito fácil e espero que seja de grande utilidade.

Só mais uma nota: PARTILHAR, como todos sabem, é dar e receber por isso, sempre que tenham qualquer material que pretendam disponibilizar para consulta de todos, enviem-no para o endereço disponível no Blogue que ele será incluido na nossa Biblioteca.

Para mais fácil localização dentro das respectivas pastas, o nome dos ficheiros começará pela data com o seguinte formato: 081101 (data de hoje). Em que 08 é o ano, 11 é o mês e 01 é o dia.

Segue o esquema actual da Biblioteca e os ficheiros já disponibilizados:




Biblioteca > Ano 1 > Introdução ao Direito

Biblioteca > Legislação

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E o NATAL que está à porta!...