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domingo, 20 de setembro de 2009

Sugestão :D

A todos aqueles que gostam de acompanhar o período eleitoral e principalmente aos interessados nas Autárquicas, sugiro que passem por aqui, para que possam conhecer os cartazes dos diversos candidatos ao poder local. Este blog versa principalmente a questão da imagem passada por cada candidato, a forma como um bom cartaz pode angariar votos e todo o trabalho que implica o marketing eleitoral.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Desafio!

A resposta a este desafio foi progressivamente adiada enquanto os exames não acabaram. Agora que finalmente os exames acabaram para mim, já tenho tempo para dedicar a este assunto. Pois bem, o Luís Paulo pediu-me que falasse do que fazia para me distrair dos exames quando estava a estudar. Hummm... definitivamente, não sou o melhor exemplo. Não foram poucas as vezes em que estudava durante dez minutos e desaparecia durante hora e meia, por vezes por motivos tão insignificantes como ir atrás da caneta que o gato atirava para longe, ou ver os barcos a passar no rio. A concentração é muito importante, mas há que dar ouvidos às avós como a minha, que acham que demasiados estudos podem-nos fazer perder o juízo.

Não é sem fundamento que as avós o dizem. Estar concentrado no estudo é essencial e é o que faz a diferença entre estudar bem ou mal. Não adianta nada estar quatro horas a ler e reler frases que não entendemos porque a nossa mente está para lá disso, e é preferível estar metade desse tempo e perceber efectivamente aquilo que estamos a fazer. Estudar desenfreadamente e sem método não dá resultado, e sei-o por experiência própria.

Por outro lado, convém descansar. Muitos especialistas dizem que se estivermos uma hora em frente ao computador, devemos fazer pausas de dez minutos para descansar a vista e desentorpecer os músculos. Eu costumava fazer "turnos" de mais ou menos duas horas, e depois desaparecia durante pelo menos meia hora, e nessa meia hora desligava totalmente, não voltava a pensar naquilo que estudava a não ser quando voltava à papelada.

Sendo a leitura um dos meus maiores hobbies, durante essa meia hora costumava pegar num livro qualquer e entretinha-me com outras histórias que não fossem Direito. É certo que havia quem não entendesse essa mania de parar de ler uma coisa para ler outra, mas o que eu procurava era precisamente distrair-me com coisas de que gostasse e que nada tivessem a ver com as matérias que estivera a estudar.

Outra coisa - não sei como acontece convosco, mas comigo é muito comum querer fazer muitas mais coisas quando tenho de estudar, tendo de resignar-me a deixá-las para outra altura... e quando finalmente acaba a obrigação de estudar, nada tenho para fazer! Ainda não sei o que fazer nesses casos - paciência e resignação ainda não são meu apanágio :D

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Alguém me explica por favor...

... desde quando é que o Jornal da Noite da SIC se tornou num Fama Show?

É certo que ele é português, e que é o melhor jogador do mundo, e que até já comece a parecer-nos natural que um clube de futebol se endivide para além do imaginável para o ter a jogar pela sua casa.

Mas pergunto - há mesmo necessidade de entrevistar todas as pessoas que possam ter a mínima relação com Cristiano Ronaldo, sejam os banhistas, sejam os jardineiros que trabalham em frente à sua casa, sejam os empregados da padaria onde ele manda comprar o pão, sejam os miúdos que o vêem passar?

É mesmo preciso sermos bombardeados com reportagens sobre toda a vida de Cristiano Ronaldo, desde a roupa que a mãe usa até às casas onde ele pode viver em Madrid?

Desde quando é que nos interessam as férias de Cristiano Ronaldo e o facto de ele ir falar com os jornalistas de chinelos de quarto?

Tenham dó!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Dinheiro fácil... será?

Em época de exames pouco tempo há para os nossos hobbies e actividades mais do nosso agrado, mas a verdade é que a dedicação exclusiva ao estudo para os exames se pode revelar prejudicial. Assim (embora tamanha dedicação não seja meu apanágio), quando não estou a estudar desanuvio as ideias lendo algo diferente dos nossos livros, sebentas, acórdãos, etc, passando os olhos por qualquer obra literária cá de casa ou correndo entre os dedos as folhas de uma revista que apanhe à mão. No domingo,deparei-me com a "Sábado", revista que muito aprecio, pois tal como a "Focus" e a"Visão" possuem a virtude de não se esgotarem numa só leitura - muitas vezes, ao reler artigos já percorridos encontram-se novas informações, novas ideias e mesmo frases que parecem soar diferentes.

Nesse dia, ao abrir fortuitamente a revista, reparei numa notícia muito interessante. Falava este artigo sobre uma família espanhola que vivia dos concursos televisivos e das operadoras de telemóveis, nos quais se participa via SMS. O que inicialmente começou por ser um passatempo passou a ser um modo de vida. O investimento é muitas vezes elevado, chegando aos 25 mil euros de factura telefónica, mas graças aos concursos já ganharam mais de 500 mil euros e cinco carros, só este ano. Para tal é necessário estar sempre atento - são vários os telemóveis utilizados para participar, e teclam todas as horas do dia. E não são os únicos - em Espanha (e possivelmente também em Portugal) há muitas pessoas que são autênticas profissionais nesta actividade. Lembro-me também que há uns tempos, num concurso da RTP, um concorrente contou que um amigo seu pagara casa, carro, casamento e estudos com os prémios ganhos em concursos semelhantes.

É sem dúvida uma forma interessante de ganhar dinheiro, tanto mais porque incentivada pela enorme competitividade e pela febre de ganhar. O que é ainda mais notório é a forma como estes jogos evoluíram - se antigamente as pessoas se dedicavam a ganhar dinheiro jogando cartas ou apostando nas corridas de cavalos, agora testam a sua cultura geral ou a sua tenacidade. Se por um lado a tentação do dinheiro fácil sempre existiu, por outro estes concursos podem ser uma solução para os problemas financeiros de muitos.

O que pensam disto?

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Fim do semestre, e os exames à porta! O que se pode dizer? Não sou pessoa que goste de fazer balanços, principalmente quando o nosso curso ainda só agora está a começar. Posso é referir como no início do ano achava que nunca conseguiria saber o nome de tanta gente, e agora muitos dos que inicialmente me eram completamente estranhos são hoje alguns dos meus melhores amigos. Posso dizer que no início tudo parecia extremamente confuso, milhares de actividades e nós sem sabermos para onde nos voltar, e agora sentimo-nos na FDUP como peixe na água. Foi um ano de grandes mudanças, e posso dizer ainda que foi um privilégio tê-lo passado com vocês.
E já agora, aproveito para vos desejar bom estudo e umas excelentes férias, para que em Setembro possamos voltar descansados às aulas!
"May the force be with us" :D

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Está aí o Natal, época de paz, felicidade, amizade, e tantas outras belas palavras. No entanto, é também época de acreditar: acreditar que Deus realmente se fez homem e habitou no meio de nós, acreditar que o Pai Natal vem mesmo logo à noite distribuir as prendas por todos os meninos, acreditar que as pessoas estão a ser boazinhas e que continuarão assim o resto do ano.
A capacidade do ser humano para acreditar é assombrosa. Lembro-me de uma ocasião engraçada, em que estava numa fila, e ouvi duas raparigas à minha frente a comentar, alto e bom som, o livro da Rhonda Byrne, "O Segredo". «Epá, aquilo é fantástico! Olha, é mesmo verdade, calha tudo certo, e quem não acredita naquilo não sei em que é que acreditará, porque é mesmo tudo verdade!»
Gostava de acreditar nas coisas tão profundamente como aquelas duas amigas, principalmente nesta época em que a fé me faz tanta falta. Acho que acreditar verdadeiramente numa coisa faz com que as pessoas se sintam mais felizes. Basta vermos o brilho nos olhos das crianças quando vêm as prendas debaixo da árvore, supostamente trazida pelo Pai Natal.
E com tudo isto, desejo-vos um Feliz Natal na companhia daqueles de quem mais gostam, e se não acreditam no Pai Natal, ao menos que passem uma boa noite.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Inês! Welcome to the Club!...

Definitivamente o Pai Natal decidiu antecipar o NATAL na Rua dos Bragas, 223 e começou a distribuir prendas valiosas “nesta casa” durante o fim-de-semana que o antecede. Não o censuro já que ele, mais que ninguém, sabe que por estes lados não há férias… há trabalho e muito… e árduo!...

Em apenas dois dias passamos a contar com a colaboração de dois novos elementos: o Vasco, que ontem se apresentou, e agora a Inês que nos brinda, para além da sua colaboração em si mesma, com este magnífico trabalho que acabou de publicar com o título: Princípio Republicano – Terror ou Virtude?

I´m wordless!... Não sei que diga mais!...

Apenas as recomendações da praxe:

Sê bem vinda, Inês! Ilumina a tua mente! Abre o teu coração! Liberta a tua vontade!

Just be YOU!

Princípio Republicano - Terror ou Virtude?

É a primeira vez que aqui escrevo. Gostaria desde já de agradecer o amável convite do meu colega Luís Paulo para contribuir para este blogue, convite que aceitei e espero dar o meu melhor por aqui.

Por sua particular insistência aqui publico o seguinte texto, elaborado no âmbito da disciplina de Direito Constitucional, e subordinado ao tema "Princípio Republicano - Terror ou Virtude?"

"O princípio republicano, segundo Ricardo Leite Pinto, é um princípio pouco claro, faltando-lhe “a síntese que alie as novas interpretações históricas à teoria constitucional.”

De facto, este princípio, hoje em dia, encontra-se mal entronizado na concepção jurídica dos cidadãos. A compreensão inicial que se tem da República é a sua visão como o antónimo de Monarquia – num caso há um Chefe de Estado que herda o cargo e o exerce a título vitalício, enquanto no outro os chefes são eleitos pelo povo por um período de tempo especificado pela organização política do Estado, assegurando-se o princípio da renovação dos cargos políticos.

Esta ideia, além de básica, é bastante pobre relativamente a toda a dimensão ética da República. Uma compreensão mais alargada vê a República não só como um regime em que o Chefe de Estado não é coroado, mas sim um sistema governativo de respeito pela vontade do povo, de apoio social, de liberdade e de igualdade, sem distinção de classes sociais. Assim se compreende que tenham existido Repúblicas como o Estado Novo, em que os cidadãos não eram ouvidos e os direitos fundamentais eram menosprezados, e monarquias que funcionam como verdadeiras democracias, caracterizadas pela transparência e pelo respeito da vontade do povo.

Norberto Bobbio, filósofo político, considerou que a República é um ideal que não tem concretização prática, pois também Robespierre defendia muitos e bons valores e, no entanto, foi o responsável pelo instigar do Terror, pela suspensão das garantias civis e pela morte de muitos opositores na guilhotina.

No entanto, a conotação da República com extremismos de qualquer tipo não invalida a sua praticabilidade. Em todas as ideologias há quem defenda pontos de vista radicais e pontos de vista mais moderados, mas todas as opiniões devem ser tidas em conta. A República consagra valores justos, que podem e devem ser postos em prática – empenho na realização dos ideais conjuntos, o trabalho para um bem maior, liberdade e democracia representativa dos cidadãos, que podem plenamente participar na gestão da coisa pública. Os valores e virtudes da República são tão fortes que se formou, ao longo dos tempos, uma ética republicana – seriedade, anti-demagogia, ascensão ao poder pelo mérito e representatividade dos cidadãos e não por hereditariedade (evitando assim que estejam no poder políticos sem talento), rigor, imparcialidade, transparência e pluralismo. Este conjunto de princípios inspirou muitos projectos constitucionais, entre os quais o português (consagração da república portuguesa, símbolos nacionais, responsabilidade civil dos estados, direitos políticos dos cidadãos, renovação dos cargos políticos, entre outros).

Apesar da larga consagração dos princípios republicanos, os cidadãos conhecem mal aquilo com que devem contar, dependendo da vontade e curiosidade individual o conhecimento dos mesmos. Além disso, como nem toda a informação disponível é a mais correcta ou a mais imparcial, nem sempre o conhecimento é o melhor, pois no Direito, tal como em tudo, é preciso ver bem os dois lados da questão e ponderar qual deles é o mais acertado. Se no conhecimento dos ideais da República não se tiver em conta o lado bom e o lado mau deste sistema governativo, é certo que haverá sempre enviesamento na forma de a ver, e o questionamento sobre qual será o verdadeiro sentido da República, e de que forma pode orientar os cidadãos e o Estado para a efectiva realização dos seus ideais.