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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Rua dos Bragas, 223: O Melhor Post de 2009


Parabéns e Obrigada,

Começo por saudar os colegas, e a ti principalmente, Luís, pelo fantástico trabalho que têm aqui realizado. Conseguem mostrar que o espírito universitário pode ser resgatado das teias de competição desenfreada que os actuais paradigmas anarco-capitalistas nos apresentam… Cidadania, altruísmo, espírito crítico, criatividade, talento, assim caracterizaria este projecto. Projecto que, tal como a República (como diria o nosso professor Paulo Ferreira da Cunha), está em permanente construção e requer a participação de todos. Deixo-vos aqui o meu contributo, um devaneio, misto de sonho e de angústia, típicos de alguém que conhece um mundo novo, simultaneamente fascinante e assustador…

Procuro na realidade jurídica envolvente uma confluência, uma convergência, uma qualquer proximidade, uma semelhança ainda que pontual, um ponto de comparação ou alguma possibilidade de analogia com a constituição material que há em mim; um ponto de equilíbrio que confira algo de normatividade a esta felicidade meramente semântica; uma língua de fogo mais ou menos transcendente transformadora deste misticismo mórbido em ingénua utopia; uma hermenêutica apaixonada, geradora de interpretações minhas, reflexos de paraísos além da bíblia ou alcorão, ultrapassados em forma e conteúdo; uma privatização dos sentidos públicos fomentadora da apreensão consolidação do seu carácter público; uma consubstanciação consuetudinária dum sistema neuronal jurídico formalmente comprometido; um recurso sem retorno à ordem superior da consciência que declare a perpétua pena de amor ao Direito e à Equidade, e de serviço à Justiça, inflexível perante as fraquezas do corpo e da alma; uma venda que me impeça de hesitar no meu projecto, de ponderar percursos alternativos ao meu caminho; uma espada para a cortar, quando as assombrações “hesitatórias” se tenham dissipado; uma balança para, chegado o fim do caminho, perceber como foi compensatório o sacrifício, dado o custo de oportunidade final; umas vestes simples, rasgadas, para sempre recordar como foi árduo o percurso e como devo sorrir à realidade dura que com as mãos calejadas estarei apta a moldar. Então, a minha obra será arte e a justiça, ninfa inspiradora da criação.


PARABÉNS ÂNGELA!


NOTA: Sem desvalorizar as participações dos restantes colegas que publicaram no Rua dos Bragas, 223, este texto da Ângela, publicado aqui no dia 9 de Janeiro de 2009, mereceu da minha parte a eleição de "Melhor Post de 2009".

Obrigado a todos e votos de um excelente ano 2010 (e não só académico, como muitos dizem, porque a vida não se compartimenta).

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ângela! Welcome to the Club!...

Olá Ângela!

Sê bem vinda!...

A praxe pode (e deve) evoluir, mas não acabar! E é da praxe "desta casa" anunciar convenientemente a adesão de todos os seus novos elementos.

Por esta altura todos os que estiverem a ler estas palavras já leram certamente o belíssimo texto de apresentação da nossa colega Ângela Afonso, por isso não terão dificuldade nenhuma em compreender por que razão me sinto impotente para acrescentar uma única palavra que seja que lhe não fique aquém.

Sobre o texto já fiz o meu comentário no local próprio por isso não me vou repetir! Resta-me dirigir à Ângela as palavras sacramentais:

Sê bem vinda, Ângela! Ilumina a tua mente! Abre o teu coração! Liberta a tua vontade!

Just be YOU!

Parabéns e Obrigada,
Começo por saudar os colegas, e a ti principalmente, Luís, pelo fantástico trabalho que têm aqui realizado. Conseguem mostrar que o espírito universitário pode ser resgatado das teias de competição desenfreada que os actuais paradigmas anarco-capitalistas nos apresentam… Cidadania, altruísmo, espírito crítico, criatividade, talento, assim caracterizaria este projecto. Projecto, que tal como a República, ( como diria o nosso professor Paulo Ferreira da Cunha) está em permanente construção e requer a participação de todos. Deixo-vos aqui o meu contributo, um devaneio, misto de sonho e de angústia, típicos de alguém que conhece um mundo novo, simultaneamente fascinante e assustador…

Procuro na realidade jurídica envolvente uma confluência, uma convergência, uma qualquer proximidade, uma semelhança ainda que pontual, um ponto de comparação ou alguma possibilidade de analogia com a constituição material que há em mim; um ponto de equilíbrio que confira algo de normatividade a esta felicidade meramente semântica; uma língua de fogo mais ou menos transcendente transformadora deste misticismo mórbido em ingénua utopia; uma hermenêutica apaixonada, geradora de interpretações minhas, reflexos de paraísos além da bíblia ou alcorão, ultrapassados em forma e conteúdo; uma privatização dos sentidos públicos fomentadora da apreensão consolidação do seu carácter público; uma consubstanciação consuetudinária dum sistema neuronal jurídico formalmente comprometido; um recurso sem retorno à ordem superior da consciência que declare a perpétua pena de amor ao Direito e à Equidade, e de serviço à Justiça, inflexível perante as fraquezas do corpo e da alma; uma venda que me impeça de hesitar no meu projecto, de ponderar percursos alternativos ao meu caminho; uma espada para a cortar, quando as assombrações “hesitatórias” se tenham dissipado; uma balança para, chegado o fim do caminho, perceber como foi compensatório o sacrifício, dado o custo de oportunidade final; umas vestes simples, rasgadas, para sempre recordar como foi árduo o percurso e como devo sorrir à realidade dura que com as mãos calejadas estarei apta a moldar. Então, a minha obra será arte e a justiça, ninfa inspiradora da criação.